De acordo com a Convenção dos Direitos das Pessoas com Deficiência (ONU) esse é o termo correto a ser usado.
PESSOA (subst.) + COM (prep.) + DEFICIÊNCIA (subst./adj.)
Ex.: eu atendo crianças com:
deficiência auditiva
deficiência visual
deficiência intelectual, física... ( e assim por diante)
E aluno com Transtorno do Espectro Autista (TEA)
Lembremos sempre: antes de ter uma deficiência, aquele ser "é uma pessoa". A deficiência é apenas uma das muitas características daquele ser vivo.
Não! Não é um coitadinho, um anjinho... deixemos essa visão assistencialista que em nada ajuda nem as pessoas com deficiência, tão pouco a dirimir o preconceito.
Segue um texto recortado da GADIM Brasil que esclarece ainda mais o uso correto de termos relacionados (texto completo em https://www.gadimbrasil.org/copia-guia-para-imprensa-1)
"Você já ouviu falar de capacitismo?
Capacitismo é considerar pessoas com deficiência como inferiores a pessoas sem deficiência. Textos sob essa influência, reduzem os personagens a objetos de piedade, fardos para suas famílias e para a sociedade, cidadãos de segunda classe, cuja vida não vale a pena. Como a cultura do machismo e do racismo, a cultura capacitista resulta em marginalização e discriminação.
Então, como fazer para valorizar sua história, de modo que ela se destaque, se afaste do lugar comum e de quebra funcione, de fato, para promover a inclusão e a igualdade?
1- Comece colocando a pessoa em primeiro lugar. Pessoa com deficiência e não deficiente, especial, excepcional, portador de deficiência ou com necessidades especiais.
2- Não use deficiências como adjetivos ou xingamentos - fulano é cego, a ministra parece autista, você só pode estar surdo, deixe de ser retardado.
3- Cuidado com a trilha sonora. Musiquinha triste de pianinho ao fundo pode acabar com uma boa história. Prefira um som dinâmico, pra cima, ou, na dúvida, nenhuma sonorização.
4- Evite sensacionalizar e usar rótulos negativos. Descrever pessoas com palavras como “padece de, é vítima de, sofre de”, contribui para diminuí-las é retratá-las como indefesas, mostrando-as como objetos de piedade e caridade.
5- Sempre ouça a própria pessoa com deficiência, não seu acompanhante. De preferência, converse com ela antes de gravar a entrevista. Pergunte a melhor forma de proceder.
6- Não se usa mais a palavra 'portador' ao se referir a pessoas com deficiência, em nenhum caso. Retire-a definitivamente do seu vocabulário."
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